Pesquisas apontam que quatro entre dez americanos não usam a totalidade de seu descanso anual; país não tem legislação sobre o assunto.
Nos Estados Unidos, o 7 de setembro deste ano também foi feriado – mais especificamente o Dia do Trabalho no país – ao contrário de mais de 80 outras nações, a data não é celebrada em 1o de Maio. Trata-se de uma data que marca o fim do verão e que, para muitos americanos, também leva a reflexões sobre como eles ainda tiram menos dias de férias que pessoas em outros países.
Os americanos não contam com férias garantidas por lei. Empregadores oferecem dias livres – uma média de 12, segundo um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) –, mas pesquisas mostram que quatro entre 10 pessoas escolhem não tirar todo o período oferecido.
"Cultura"
Para muitos americanos, tirar férias causa o temor da perda do emprego. Trabalhar longas horas faz parte da identidade coletiva americana, ainda que a mesma OCDE mostre que o país não está sequer entre os 10 mais em termos de horas per capita anuais. Muitos americanos têm orgulho do "suor extra".
Em conversas com internautas, a BBC descobriu que não falta vontade para gozar de férias, mas que o estigma de "preguiçoso" persegue quem não se conforma com uma rotina de trabalho mais intensa. Gerald Audet, por exemplo, tem um doutorado em medicina e trabalhou em três laboratórios diferentes nos últimos três anos. Em todas as empresas, esperava-se que pensassem em trabalho 24 horas.
Muitos americanos disseram à BBC que têm medo do que vão encontrar quando voltam ao trabalho das férias. A profissional de comunicações Betsy Rizzo, por exemplo, contou que terminou trabalhando por horas a fio na volta como forma de "mostrar serviço".

