terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Aposentadoria vai mudar: o que fazer se não se preparou (jovem ou velho)?

Com a proposta de reforma na Previdência, que estabelece 65 anos de idade mínima, acaba o sonho de se aposentar mais cedo, com um valor que garanta a sobrevivência.
Você, jovem ou velho, não se preparou para ter um complemento à aposentadoria oficial? Leia este texto: o UOL ouviu especialistas que dão dicas do que fazer conforme a sua idade.
Para o professor de Finanças do Insper, Ricardo Humberto Rocha, quem chegar aos 60 anos sem nenhuma reserva, terá de cortar radicalmente os gastos, reduzir o padrão de vida e procurar novas alternativas de renda, como trabalhar como professor, com consultoria, ou arranjar outros tipos de emprego.
"Depois dos 55 anos, fica muito difícil conseguir se recolocar no mercado de trabalho, a não ser que tenha uma qualificação que já permita isso", diz. "Se não juntou nada, ela terá de se reinventar."
A alternativa a trabalhar até o fim da vida é seguir a fórmula da economia: terá de economizar parte do que ganha para formar uma poupança, ainda que comece tarde. Se a pessoa gasta todo o dinheiro que recebe, terá de buscar dois caminhos: cortar despesas e/ou aumentar os ganhos.

Classe média tem risco de passar fome na velhice

O planejador financeiro Augusto Saboia, da Saboia Advisors, afirma que, para 70% da população brasileira, a atual aposentadoria garantida pelo INSS é suficiente.
"Cobre perfeitamente a necessidade das pessoas que ganham até dois salários mínimos. Quem vai ter de se preocupar com a aposentadoria é quem está na classe média, que não é rico. Essas pessoas terão de aprender a reduzir os custos para poder economizar dinheiro e não passar fome na velhice."
O educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação financeira, afirma que o ideal é que a pessoa faça a sua autoprevidência sem contar com o INSS. "Apague o INSS da cabeça, porque não dá nem para dizer se ele vai sobreviver 30 anos e de que maneira estará. Se receber lá na frente, ótimo, terá um valor a mais". 


Nenhum comentário:

Postar um comentário